Depois de 13 anos, a Unidos da Vila Nhocuné retorna à LIESV numa exaltação à Ancestralidade.

Depois de ter disputado o CAESV em 2007 a escola retorna cantando a ancestralidade da umbanda, a religião 100% brasileira. A agremiação busca se firmar na LIESV e promete surpreender. Confira abaixo uma entrevista com o presidente José Luís Castro:

1- Porque a escola escolheu esse enredo?

A escolha do enredo para 2020 foi uma proposta da Carnavalesca Nicinha, por frequentar um Terreiro de Umbanda e ver que nos Carnavais as Escolas dão prioridades em falar do Candomblé e esquecem da Religião 100% Brasileira a Umbanda.

2- Como será desenvolvido na passarela João Jorge Trinta (ficha técnica, alas, alegorias e afins)

O desenvolvimento proposto é
Presidente José luis
Vice Presidente Higor Ferreira
Carnavalesca Nicinha Simpatia
Intérprete Thawan da Vila
E teremos uma convidada especial.
Sobre o desfiles teremos posso garantir que vamos inovar no carnaval virtual. Sem muitos detalhes da Escola, só adiantamos que já estamos desenvolvendo alegorias e fantasias.

3- Qual a motivação da escola em busca do título?

A grande motivação após 13 anos inativa o presidente em mexendo em seus arquivos encontra o desfile de 2007 e acender a chama de participar novamente, e assim buscar o título e voltar a brilhar no carnaval virtual.

4- O que os espectadores podem esperar da escola?

Uma Escola voltada para o tradicional, que vem mostrar a essência das Escolas de dança em sua origem.

5- Como será feita a escolha do samba?

Será uma escolha interna feito sobre encomenda, assim fica mais fácil o desenvolvimento e opção por parte diretoria

6 – Considerações Finais.

Gostaria de agradecer a Toda diretoria e amigos que tem o Carnaval no coração e na alma, que depois de 13 anos voltamos a LIESV que lá trás acendeu a chama em nosso corações e hoje novamente nos acolhe para ser feliz.
Avante comunidade Nhocunerense.

Agora acompanhem a sinopse:

O Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Virtual Unidos da Vila Nhocuné, trás para o próximo Carnaval a religiosidade e a magia das sete linhas da Umbanda, acompanhada e vista pelos olhos do mensageiro que a cada invocação se faz presente. O culto a qualquer divindade sempre tem o guardião acompanhando a função.

A benção dos pretos velhos até pureza das crianças, a Unidos da Vila Nhocuné retorna ao Carnaval Virtual após 13 anos inativa com vigor e maestria com o enredo “Aos olhos do mensageiro a saga das Sete Linhas da Umbanda”.

Sinopse

A religião é o alicerce de uma ancestralidade que hipnotiza e eleva as sensações de êxtase e esperança. A Umbanda é uma religião centenária que em sua pajelança tem contribuições de varias características brasileiras fincadas em suas raízes.

Laroyê Exu a invocação dessa divindade e a transição entre os dois mundos o material e o espiritual, ele chega rindo e gargalhando ou calado e misterioso, firma a porteira, acende a vela e paga a rua, desça maneira os dois mundos se tornam único e os trabalhos e a festanças podem começar.
Festa em louvação a nossa “Padinho Ciço” o cortejo com comes e bebes feitos com cocos e água de coco, na incorporação de uma linha de gente arretada e porreta, que sempre vem trazer alegria e sabedoria com uma simples brincadeira “Os dentes Friso” mostra que está energia trabalha com “2 Baianos são 2 cocos, 3 Baianos são 3 cocadas, 4 Baianos uma baianada”. “Salve o povo da Bahia, Salve o Senhor do Bonfim”.

E no laço que amarra o feitiço, quebra a demanda e desfaz o ponto feito, uma fazenda com um pasto sempre tem um boiadeiro pronto pra lacar aquele desgarrado, o boi fujão que nunca passa da porteira, mas sempre dando o trabalho de laçar, a força dessa linha e tanta que a incorporação é precisa e forte, o laço de boiadeiro é de laçar.

E nas ondas de mãe Iemanjá que força do sagrado navega onda a onda, segurando o remo para não afundar e aclamando ao Marinheiro que navegue por ondas calmas o mar sereno, a presença de um verdadeiro lorde de Quepe e com timão do navio, navegando nas ondas do mar.

As folhas sagradas da jurema do centro da mata virgem aclama aos primeiros donos e sacerdotes da terra chamada Pindorama ou Ilha de Vera Cruz que tragam as forças da natureza, os mistérios que cada erva de cada grau colhido neste chão, passando no alto da pedreira ou nas águas da cachoeira, batizando com urucu o filho trazido por Tupã. Cacique ensina os feitiços a invocação aos deuses da terra, da fartura, do sol e do sagrado os Caboclos da aldeia dando seu brado de guerra em louvação aos ancestrais.
Benção Vó, benção Vô dos tumbeiros da mãe África a garra, o louvor a persistência em nunca perde a fé independente do momento vivido, sofreu e como sofreu açoitados, acorrentados… Mas a luz nunca de brilhar e fé de esmorecer, hoje muitos vão a seu acalanto pedir um conselho, um passe ou até mesmo um abraço dado de bom coração, com os segredos da mãe África direciona cada um o caminho que deve a seguir, seja pela estrada esburacada de barro, ou pela porteira da fazenda grande ou no cruzeiro da estrada e da igreja, Preto Velho mirongueiro quebra a demanda e joga no mar. Trás em seu “cazua” a linha mais pura e branca na fé de Oxalá, os Eres crianças que desencanaram que ficaram neste plano para ajudar todos que precisam de felicidade, amor e esperança, protegendo todas as crianças do mundo está linha não poderia ser diferente gosta de doce e “água de bolinha”, por sua ligação direta ao criador nada e ninguém pode com elas, não tem quem possa com o sentimento, amor e a paz.

As linhas passam fazem toda imantação de sentimentos de esperança e alegria, mais a invocação e o guardião está de ronda, afastando todo mal e buscando que cada linha faça um trabalho maravilhoso, está guardando desde o primeiro que passa pela porteira ao ultimo que sai. E todo pensamento atravessado ele prende e repreende guardando e resguardando cada um, aos olhos do mensageiro nada passa com as forças do sagrado a Unidos da Vila Nhocuné busca o retorno triunfal.

Carnavalesca. Nicinha Simpatia

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