Talvez eu vá, de “Fogo” em busca do campeonato.

A escola está de volta a LIESV, e promete incendiar a disputa com o enredo: “Fogo”.

Como a Fênix, a escola ressurge em chamas trazendo o fogo ela história da humanidade, desde a explosão do universo até os dias de hoje. Vejam a sinopse e regras para o concurso do samba:

“FOGO”

A Talvez eu Vá buscou nas chamas sagradas seu renascimento, e para contar a história do
Fogo como elemento principal em vários capítulos da história, invocamos a ave Fênix,
símbolo da mitologia egípcia que tem o Dom de renascer das próprias cinzas.
A lenda desta ave baseia-se na ave Bennu que habitava o Egito, ao cumprir seu ciclo de vida,
a ave pousava na Pira do Deus Rá – Deus do Sol, e nas chamas sagradas entregava a sua
vida para que das cinzas renascesse, jovem para novamente viver.
Essa lenda era contada pelos sacerdotes do Sol, seguidores de Hefesto filho de Hera e Zeus,
nomeado Deus do Fogo e dos vulcões.
No universo podemos encontrar o Fogo como elemento natural no Sol, nos magmas das
entranhas da Terra, em vulcões, nos raios, relâmpagos e trovões, e nos asteróides ou estrelas
cadentes.
Quando ocorreu o Big Bang, teoria da grande explosão do universo, au expansão dele, deu
início a vida, e a tudo que conhecemos e ainda desconhecemos em todo o universo.
No planeta Terra, um asteróide de tamanho considerável, quase aniquilou toda a vida
existente. Os dinossauros foram extintos pela grande bola de fogo que deixou por quase dois
anos a vida na Terra na escuridão das trevas.
Depois das trevas, surgiu a vida humana, o Homem e sua evolução. No continente africano
surgiu o Homem Herectus, ser capaz de andar sobre duas pernas.
O Homem descobriu como fazer o Fogo, através de pedras lascadas e pedaços de madeiras
que em atrito entravam em combustão, iluminando a vida, gerando calor, produzindo
barreiras contra invasores – predadores, e com o tempo… o homem aprendeu a cozer a
carne dos animais e sucessivamente qualquer alimento que lhe fosse viável.
Segundo o naturalista Inglês: Charles Darwin – em seu livro publicado ‘’A origem das
Espécies”, todos os seres são capazes de evoluir através do tempo, de modo que novas
espécies possam surgir, ou modificar-se ao decorrer dos anos, adaptando-se a novos climas e
hábitos.
O Homem através do Fogo incluiu ritos e adoração ao Fogo ao qual acreditava ser algo
superior. Usava-se do Fogo para incinerar seus mortos, acreditando que o espírito do Fogo o
libertaria.

O Homem descobriu a ossada dos dinossauros, mas não a entendia. Em suas andanças os
dinossauros eram vistos e deslumbrados como Dragões. Os mesmos foram cultuados no
oriente, e várias lendas surgiram. Na china milenar o culto ao Dragão ainda está presente
marcada na história.
Com o domínio do Fogo e a evolução humana, a luta pelos territórios e pelo poder usou o
Fogo, o transformando em um grande vilão da história.
Os Gregos em batalhas continuas, por territórios, e poder inventaram uma arma chamada
Fogo Grego, utilizado pelas tropas da marinha Bizantina nas batalhas, esse Fogo queimava
mesmo sobre as águas.
Nasceu uma das mais famosas e lendárias histórias de batalhas… O Presente dos Gregos aos
Troianos, na batalha de Tróia – Conhecido como o cavalo de Tróia. Os Gregos fizeram um
enorme cavalo de madeira e se esconderam lá dentro, deixando este presente no portão de
Tróia. Os Troianos pensando ser um presente de paz o colocaram para dentro de Troia,
quando a noite caiu e o silêncio reinou, os Gregos saíram de dentro do cavalo de madeira e
com o Fogo, queimaram e destruíram a cidade de Tróia vencendo a batalha.
Outro que utilizou o Fogo para a destruição e poder foi o imperador Nero, que queimou
Roma por questões políticas e diz a história que enquanto Roma ardia em chamas, Nero
calmamente tocava sua Lira.
Em Belém o Fogo em forma de estrela cadente, guiou os três Reis Magos até o menino Jesus
– o nazareno, o Fogo anunciou o nascimento do salvador.
Foi o sinal em Fogo do Espírito Santo de Deus que iluminou a Sarça que não queimava e
anunciou a Moisés a missão de libertar os escravos do Egito e os levarem até a Terra
prometida.
Símbolo do renascimento o Fogo também guiou a fé em uma purificação árdua e tortuosa. A
Igreja Católica Romana espalhou o terror e medo, com a Santa inquisição.
Aproximadamente 30.000 a 50.000 pessoas foram executadas nas chamas da Inquisição. O
caso mais conhecido é o da guerreira Joana D’arc, que lutou a favor da França batalha contra
os ingleses, na Guerra dos cem anos. Joana foi executada acusada de heresia no dia 30 de
maio de 1431. Em 1456 o Papa Calixto III retirou as acusações a ela, tornando-a Mártir da
Igreja Católica. Napoleão Bonaparte a declarou símbolo nacional da França. Em 1909 foi
Beatificada pela igreja católica e em 1920 Canonizada pelo vaticano se tornando uma das
nove padroeiros da França – Santa Joana D’arc.
Deixando a dor de lado, o Fogo foi o propulsor da evolução humana, surgiu a Revolução
industrial e as tecnologias. Criada a primeira máquina a vapor, que utilizava carvão como
combustível de queima e o Fogo para gerar combustão e calor para mover as engrenagens
da evolução. A alta produtividade oferecida pelas máquinas a vapor, substituíam a mão de
obra humana, causando desemprego e caos. Com a mesma tecnologia surgiram os Trens a
vapor, mudando totalmente o mundo e encurtando as distâncias por entre terras. A era
Industrial modificou para sempre a vida de todos e com o tempo a mão de obra humana foi
inserida a novos recursos, e as máquinas cada vez mais implantadas no dia a dia.

Ao fim da Revolução Industrial, muitos acidentes com o Fogo ainda aconteciam, incêndios
em fábricas, devido ao alto calor produzido. Dom Pedro II, imperador do Brasil assina o
decreto da instalação do Serviço de extinção de incêndios, dando início ao que hoje
conhecemos como corpo de Bombeiros ou brigada de incêndio.
O Fogo mesmo que simbólico marcou a década de 60 pelo movimento feminista de 1968,
quando na França as mulheres fizeram a “Queima dos Sutiãs” reivindicando direitos e
libertação as mulheres. O movimento se tornou símbolo do movimento feminista.
O Fogo foi a primeira faísca de impulso para todas as tecnologias que presenciamos hoje
em nossas vidas, marcou épocas, escreveu história, hoje estamos aqui para contá-las a vocês
com o mesmo calor e Fogo ao qual elas foram entalhadas na História.

Danilo Santiago e Gabriel Nunes

Regras para o concurso do samba:

– Os sambas poderão ser solo ou em parceria;
– Os sambas serão recebidos até o dia 01 de Abril de 2020
– Enviar um arquivo de áudio do samba enredo e um arquivo da letra do samba para o e-mail: rnunes.gabriel@gmail.com
– A final será realizada dia 11 de Abril de 2020.
– Compositores que tiverem alguma dúvida em relação ao enredo e a sinopse entrem em contato com a escola através do mesmo e mail ou via whatsapp: (21) 99336-6741
– Sejam criativos e divirtam-se.

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