Poeta Leandro Gomes de Barros é o enredo da Cupincha

10654013_10203947603129518_829933919_n

O Rei da Poesia do Sertão

INTRODUÇÃO:

O Abutre, cabra da peste, voa para o Nordeste e mergulha na poesia de Leandro Gomes de Barros, sobre o qual escreveu Carlos Drummond de Andrade, “não foi o príncipe dos poetas do asfalto, mas foi, no julgamento do povo, rei da poesia do sertão e do Brasil em estado puro”.

A Cupincha coroa o grande Rei que escreveu inúmeros poemas retratando as tradições brasileiras, sobretudo do Nordeste, sempre com um humor afiado, com o qual ironizava os políticos corruptos e os poderosos.

Deixou um legado cultural que inspirou diversos cantadores e escritores, entre os quais Ariano Suassuna, que se baseou em duas de suas obras para escrever “O Auto da Compadecida” e Mário de Andrade, que se inspirou no poema “A Vida de Cancão de Fogo e seu Testamento” para compor a célebre obra “Macunaíma”.

Em suas obras, Leandro Gomes de Barros se inspira na realidade do sertanejo e retrata personagens típicos da região, tais como Padre Cícero, Antônio Silvino – a quem denomina O Rei do Cangaço – e Antônio Conselheiro.

De temática variada, a sua poesia conta histórias fantásticas repletas de ironia, como pelejas em que o Diabo é enganado e diversas histórias de mesquinharia de seus personagens. Seus versos, verdadeiras fontes de inspiração a diversos artistas, hoje inspiram a Cupincha de Campo Grande a homenagear o Rei da poesia do Sertão nesse grande carnaval.

 

SINOPSE AOS COMPOSITORES:

Na passarela virtual, a Cupincha vai brilhar,

Voa meu Abutre, voa para o Nordeste

Pega logo essa viola que a festa vai começar

Esse Abutre é cantador e também cabra da peste

Com imenso bico adunco vai exaltar o Rei da poesia

Que ao sertanejo em cordéis trouxe alegria

Felicidade ao povo sofrido do Agreste

 

Leandro de infância humilde se educou

À luz da batina passou a compor

Mas pelo destino, na Paraíba não ficou

Em Recife mostrou seu valor

Foi mais um retirante na grande cidade

Em busca do sonho da felicidade

Afastando do dia a dia toda a dor

 

Pra ganhar o suado pão

Inúmeros poemas publicou

Viajando pelo sofrido sertão

Com seus costumes se encantou

Viu de perto “A Seca do Ceará”

Que deixou o matuto ao Deus dará

Como é valente esse povo, exclamou!

 

Paixão teve o cordelista com o nosso Cariri,

E a pobre Juazeiro, terra de rachado chão,

Terra boa apesar de fartura não haver ali

Lá falta quase tudo, mas se respeita a tradição

Mas que a chuva caia é o meu ensejo

São os “Suspiros de Um Sertanejo”

E vivendo assim eu vou, com garra no coração.

 

Que sirva de aviso aos donos do país

Nas portas do Céu, político não vai entrar

O imposto traz a fome e torna o homem infeliz

Assim falou o poeta para todos escutar

“O Rei dos Cangaceiros”, foi a voz da resistência

Padim Ciço, meu romeiro, fez da fé a sua essência

A chama de Canudos nunca vai se apagar

 

Sai pra lá coisa ruim, aqui nada tem pra ti

Derrotou em seus poemas o tinhoso com ardil

(Sai fora cão danado, cai fora daqui)

Sem abandonar a irreverência, sua marca, seu perfil

Inspirou a compaixão, sempre com bom humor

E nunca deixou de exaltar “A Força do Amor”

Qualidades tão escassas nesse gigante Brasil

 

Foi declamado e lembrado por toda a nação

Rimador igual Leandro é difícil de encontrar

Nomeado por Drummond, Rei da Poesia do Sertão

Escreveu tantas obras que é difícil até contar

Um legado cultural gigantesco ele deixou

O “primeiro sem segundo”, o maior que se criou,

Hoje Campo Grande vem te homenagear

 

Autor: Carlos Augusto

 

O presidente Carlos Augusto informa também as regras do concurso e a data máxima para envio de samba:

Regras: enviar ao menos o samba com uma passada cantada e a letra;

Prazo: 21 de Fevereiro de 2016

E-mail: cesarmaia99@hotmail.com

Att, César Maia

Comentários do Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *