Os Leões da Casa Verde chegam a LIESV para exaltar a Mama África! Leia a sinopse.

Chegando agora na LIESV mas com gana de ser campeão do Carnaval Virtual, os Leões da Casa Verde irão falar da África de um modo diferente em 2018.

Gabriel Bernardes, presidente da escola, falou um pouco sobre o enredo e a expectativa da escola: “Vamos falar sobre a África de um modo diferente. Abordar um assunto importante para a humanidade que infelizmente ninguém aprendeu na escola. O continente africano é uma mãe, isso o mundo inteiro sabe, mas por que será que ele é uma mãe? E é isso que vamos transmitir na avenida. Mostrar o porque desse lindo continente ser a nossa “Mama África” ser “O ventre do mundo”. Nossa expectativa é a melhor possível. Vamos fazer um desfile glorioso,pois viemos pra ser campeão e fazer história na LIESV!”

Confira abaixo a sinopse do enredo e as regras do concurso de samba da escola:

Enredo 2018: “Mama África – O ventre do Mundo”

Sinopse:

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Virtual Leões da Casa Verde pisa hoje em solo africano para redescobrir a origem da raça. Uma raça que não é negra, nem branca, nem amarela ou vermelha. É humana, a única raça que habita a superfície da Terra.

Voltemos no tempo, há quatro milhões de anos, na África, onde nossos ancestrais deram os primeiros passos até chegarmos ao que somos hoje, o Homo sapiens, nome científico dado à espécie humana. No ventre deste continente, entre savanas e diversas espécies de animais predadores, nascia um animal capaz de se adaptar, evoluir e usar a inteligência de forma mais perspicaz do que os demais, o homem.

De sua origem africana, o homem colonizou o mundo. Chegou à Ásia, de lá foi para a Oceania, para a Europa e para a América, evoluiu em diferentes tons de pele para se adaptar a diferentes ambientes, não parou de mover-se ao redor do globo e provocou a primeira globalização da história da humanidade.

Hoje, o homem moderno é um membro da espécie Homo sapiens e é a única subespécie sobrevivente de um longo processo de lutas e adaptações. Sua sobrevivência se deu através de seus membros superiores desenvolvidos, que o permitiram criar e usar ferramentas e dominar o fogo. Habilidoso, teve acesso a uma maior quantidade de alimentos, permitindo assim seu desenvolvimento cerebral, o desenvolvimento da sua inteligência emocional ao se agrupar com outros da mesma espécie e o desenvolvimento das primeiras formas de linguagem: gestual, verbal e posterior escrita.

Oh mama África, ao longo de muitos anos, este desejo de se expressar, e de se comunicar, levou o homem a desenvolver inovações como a arte, a dança, a música e a culinária, criando uma cultura humana pontuada por raízes africanas. Assim o mundo viu nascer milhares de manifestações culturais, crenças e tradições repletas de alegria, ritmo e tempero.

“O vírus da arte africana me contagiou” disse o espanhol Pablo Picasso que, juntamente com Matisse, levaram a influência africana para suas telas e influenciaram um incontável número de artistas com a rica estética africana.
O DNA dos ritmos africanos se combinou com a enérgica música espanhola e deste cruzamento surgiram o tango, a salsa e a rumba. No cruzamento com a música americana fez nascer o blues, o jazz e o rock and roll. Já nas terras caribenhas surgiram o calipso e o reggae. No Brasil, onde temos forte presença deste DNA, a herança genética do batuque africano gerou o samba, o choro e a bossa nova e manifestações culturais como o maracatu, o bumba-meu-boi e o carnaval.

E neste caldeirão de herança africana, coloque mais lenha para aumentar o fogo, pois temos delícias de dar água na boca: acarajé, feijoada, vatapá, angu, pamonha e café. Temos também o alimento da alma, as religiões como a umbanda, o candomblé e o vodu.

Nossas mais profundas raízes nos ligam à África e nossas diferenças superficiais, como a cor da pele, não mudam em nada nosso parentesco enquanto espécie. Abaixo o preconceito racial! Não há raças entre os seres humanos, pois somos todos iguais, com uma mesma origem, filhos de Mama África.

“Todos os seres humanos pertencem à mesma espécie e têm a mesma origem. Nascem iguais em dignidade e direitos e todos formam parte integrante da humanidade.”*

Abrace seu irmão e venha com a Leões da Casa Verde de volta ao ventre do mundo pregar a igualdade e a união entre a raça humana.

*Declaração sobre a raça e os preconceitos raciais da Comissão de Direitos Humanos e minorias

Autores: Gabriel Bernardes e Cláudio Almeida

Regras para o Concurso de Samba de Enredo da Leões da Casa Verde

– Prazo para entrega dos sambas: Até dia 16 de Abril,as 23h59;
– Solo ou parceria;
– O áudio deve conter duas passadas no mínimo. Com ou sem instrumentos;
– O áudio (MP3) e a letra (Word) devem ser enviados para o email: Leoes_casaverde@yahoo.com;
– Qualquer dúvida,contato por email ou pela página oficial da escola: https://www.facebook.com/TricolorDoSamba/

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