Leia a sinopse #hamburguenaticos da Cangaceiros

Logo-Cangaceiros_teste_3

#hamburguenaticos

Apresentação

Rua da Concha, Fenda do Bikini.

Restaurante O Siri Cascudo.

Meio dia em ponto.

Tudo tranqüilo: Sr. Siriguejo contando dinheiro, Lula Molusco operando o caixa com aquele “bom humor” de sempre, Bob Esponja na chapa preparando os deliciosos hambúrgueres de siri.

Até que Sandy, a esquilo texana ranheta, adentra o restaurante gritando:

– TRANCA TUDO QUE LÁ VEM CONFUSÃO, BOB ESPONJA!

Sr. Siriguejo pergunta:

– É CLIENTE? SE FOR, DEIXA ENTRAR!

Sandy retruca:

– É UM BOI COM UM MONTE DE GENTE ATRÁS DELE!

E o Boi, de olhos esbugalhados e com quase uma tonelada de pura carne, invade o Siri Cascudo, mandando todo mundo se esconder:

– MUUUUH, TODO MUNDO PRA COZINHA, MUUUUUH!

E todos se escondem, menos Sandy:

– Eu vou te domar, Boi!

O Boi explica: “Eles querem me fazer de Hambúrguer! ”.

E aí que adentram no restaurante: Um guerreiro Tártaro-Mongol, um Alemão vestido de Marinheiro, um Russo, Tio Sam e … Um Tenista bobo americano se dizendo brasileiro, vindos da superfície atrás do Boi falando em voz alta:

– BOI, VOCÊ TEM DE VIRAR HAMBÚRGUER!

Eis que um cara, com uma placa de protesto com os dizeres “100% vegano”, salta no meio do salão e grita:

– AAAAAAAHHHHHH, NÃO MATEM O BOI!

Sr.Siriguejo propõe que eles se sentem à mesa redonda do Restaurante e contém os motivos que os levaram a fazer hambúrguer bovino…

E, assim, o Clube Carnavalesco Virtual Cangaceiros contará em seu carnaval de 2016 as histórias e as desventuras da iguaria mais amada, desejada… odiada, inimiga da dieta… e conhecida do mundo, o HAMBÚRGUER!

Sinopse

Mediando o debate, Sr. Siriguejo dá a palavra ao Guerreiro Tártaro contar a sua história e explicar: Por que matar o Boi?

– Há alguns séculos, os guerreiros tártaros vindos do poderoso império Mongol tiveram uma ideia: quando saíam para as guerras, levavam a carne dura embaixo da sela. Quando chegavam a seus destinos, a carne já estava macia como uma pasta. E comiam ela assim mesmo, crua e temperada com o sal do suor do cavalo. Uma delícia que, através das invasões dos mongóis, chegou à Alemanha.

O alemão marinheiro aplaude a fala e pede a palavra para contar a sua versão da história:

– Em Hamburgo, começou o hábito de moer a carne e moldá-la em forma de bife arredondado. Claro que, por ser mais apetitoso, começaram a grelhar o bife com tempero. Os marinheiros eram os que mais gostavam da receita, por ser rápida e prática. E no avanço do tempo, os alemães começaram a migrar para os Estados Unidos…

Neste momento, Bob Esponja para a história contada pelo alemão marinheiro e oferece uma rodada de hambúrguer de siri, cheiroso, mas Lula Molusco se recusa a registrar o pedido.

Após isso, Tio Sam aponta o seu dedão indicador para cima, começando o seu discurso, em voz alta, mesmo sem pedir autorização:

– Chegando aos Estados Unidos, o bife é colocado no meio de duas fatias de pão, sendo batizado com o seu célebre nome: Hambúrguer. No ritmo da industrialização, os trabalhadores estadunidenses aderiram ao barato e prático alimento. Havia uma grande oferta de carne da parte dianteira dos bovinos, fato esse que deixou o hambúrguer com um preço mais acessível, tornando possível sua popularização. A primeira lanchonete a servi-lo foi a Castelo Branco, com um hambúrguer cozido no vapor e cheio de cebola. Devido ao seu efeito no intestino de quem comia, ele foi carinhosamente apelidado de “Escorregador”. Os tipos de hambúrgueres foram crescendo, sua fama também. Logo as lanchonetes foram se expandindo e nos anos 30 apareceram os drives-in, grandes pátios de fácil acesso com garçonetes de patins.

Uma grande confusão toma conta do Restaurante: um cara, parecendo o palhaço Bozo, chamando atenção pedindo a palavra para falar também:

– Eu sou o palhaço Ronaldo e quero contar aminha história.O hambúrguer toma um rumo importante com o surgimento de uma rede de fast-food, comida rápida, da qual sou animador principal. Esse Tio Sam tá ficando biruta: Os drives-in reuniam muitos adolescentes, o que era sinônimo de confusão. Daí começou a pressão das “famílias de bem” do meu país (risos). Aí, as garçonetes sobre patins são cortadas das lanchonetes, e um novo conceito é criado, chamado de Drive-Thru. Você chega lá, num espaço coberto ou em local aberto mesmo como se fosse um posto de pedágio, de carro, bike ou moto, e faz o pedido, paga e pega, tudo ao mesmo tempo, que beleza, não? A partir deste momento, ele (o hambúrguer) já estava, literalmente, na boca do povão. Mas o danado foi além. Virou símbolo, e até arte. Ganhou fama no mundo inteiro.

E foi aí que o “Marujo Siriguejo”, contou a sua história pelos sete mares do hambúrguer e suas variações.

– Na Índia, lá do outro lado da Fenda do Bikini, a carne de carneiro tomou o lugar da bovina, visto que a vaca é um animal sagrado por lá. Lugares com o povo chamado de mulçumano, onde as fêmeas usam véu e os homens um tal de Murban, que é um turbante, as lojas têm divisões para famílias e mulheres solteiras, a fim de não haver encontros proibidos pelos costumes.

O Russo, que até então estava caladão, gritou:

– Ele (o hambúrguer) conseguiu romper as barreiras do socialismo e entrar na Rússia, para o deleite dos russos.

E emendou:

– Na China surgiu o hambúrguer rosa, enquanto no Japão ele ganhou a cor preta. Aos poucos, conquistou o mundo inteiro, estando presente em todos os continentes. Até chegou o dia em que começou a chover hambúrguer.

O Boi estava tentando escapar, quando o Tenista Bobo Americano deu uma raquetada em sua testa, e se meteu na fala:

– E, cadê o meu Brasil, Russo? Eu inaugurei, na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro – você precisa conhecê-la, Bob Esponja – a primeira lanchonete desse estilo que o Palhaço Ronaldo disse. Dei umas abrasileiradas láe meti X em tudo, é X para todo lado: X-Egg, X-Bacon, X-Salada, X não sei mais o que.

Uma mulata, dançando o mais puro samba e requebrando, meteu o pé na porta do Siri Cascudo e disse:

– Cadê o meu podrão? Ninguém sabe o que é o podrão aqui? Um tipo de lanche que vai tudo o que o você quiser, a um preço bem popular. A cara do hambúrguer.

E aí, lá vai o Tenista Bobo e todo animado dizer:

– Ela é a Mulher Hambúrguer, delírio da zona norte, promovendo o hamburguão. O hambúrguer ficou tão popular no Brasil, que o povo até deixa de assistir desfile de escola de samba para comê-lo. Tá cansado, tá chato? Vai no Bobo da Sapucaí.

A coisa se complica quando o cara com a placa de protesto “100 % vegano”grita:

– Cheeeegaaa! Os animais merecem viver, comam hambúrguer de soja, sem carne, só com salada… os problemas de saúde também são grandes, engordam, matam com doenças cardíacas e do estômago. Abaixo a matança! Abaixo a carne bovina, avina, peruína e peixana!

Aí Bob Esponja, finalmente, começa a falar:

– Mas unindo o útil ao agradável, comendo na medida certa, o hambúrguer não faz mal a ninguém. Dizem que comer tão rápido faz mal, mas boatos que a rapidinha é a preferida do povão. Mesmo assim, o hambúrguer continua sendo crucificado, mas nunca deixará de ser amado.

E Sandy, a ranheta texana, emendou a fala do seu amigo esponjoso e quadrado:

– Hoje existem hambúrgueres de todos os tipos, para todos os gostos. Hambúrguer de soja para os vegetarianos. De peixe e frango para quem não aprecia a carne vermelha. Hambúrguer gourmet para os paladares mais refinados e, é claro o hambúrguer de siri. Independente do sabor ou da forma, ele deixa seu legado por onde passa, conquistando os corações de quem o aprecia. É um caso de amor para muitos que se dizem viciados em hambúrguer. São os hamburguenáticos, loucos para dar a próxima mordida. Fazendo loucuras, postando nas redes sociais o pedido do dia, acompanhado da hashtag #hamburguenaticos.

Lula molusco, entediado com tanto discurso vazio, indaga o Boi:

-Boi, e você não se defende? Todos querendo te comer? Desvenda logo esse mistério de você ficar em silêncio?

O Boi ouviu atento e gargalhou. Falou logo em seguida:

– Meu caro, essa história de amor entre o homem e o hambúrguer nunca terá um final. Ela durará enquanto o infinito não chegar.

Finalizando sua fala, todos o aplaudiram. Estava encerrada a discussão. Para comemorar, Sr. Siriguejo fez um ato quase impensado: Ofereceu hambúrguer de siri por metade do preço para todo mundo presente no restaurante.

Todos fazem um minuto de silêncio em homenagem ao prato servido e, uma certa estrela do mar, lá no fundo do Restaurante grita:

– PQP a quem não gosta de hambúrguer! E o meu nome é Patrick!

– BUURRRRPPPP, BUURRRRPPPP!

José Mauro da Silva.

Cleiton Almeida.

  1. S: Um sujeito gorducho, vestindo terno e chapéu coco meio apertado, com um nariz redondo e enorme, chega atrasado ao Siri Cascudo para comprar hambúrguer de boi. Pediu dinheiro emprestado ao Bob Esponja, sob a promessa de pagar na próxima terça-feira.

As regras do concurso do samba serão divulgadas nos próximos dias.

Comentários do Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *