Império Andreense está de volta à LIESV! Confira seu enredo e equipe!

A tradicional escola de Santo André está de volta à LIESV! Depois de finalmente conseguir subir para o Grupo de Acesso A em 2015, a Império Andreense passou por dificuldades e não conseguiu desfilar em 2016. Passado esse ano difícil, a escola se reestruturou e volta mais forte do que nunca almejando mais um grande carnaval e quem sabe chegar ao Grupo de Acesso A  de novo.

Confira a ficha técnica da escola:

G.R.E.S.V. Império Andreense

Presidente: Henrique Torres
Carnavalesco: Charlton Junior
Intérprete: Henrique Torres
Cores: Verde, Amarelo, Azul e Branco
Símbolo: Brasão de Santo André com uma Coroa
Cidade-Sede: Santo André – SP
Data de Fundação: 23/08/2011

Enredo 2017: “Eu ouvi, eu vi, e agora vou contar… Os caboclos não duvidarão dos mistérios da Amazônia”

 

Sinopse

“ … na beira do lago
Na casa de palha
Eu conto as histórias
Pros meus curumins * … ”

A Amazônia é o nosso tesouro inestimável, bem que deve ser preservado a todo custo. Somos uma rica região, conhecida internacionalmente como pulmão do mundo. É ela, a deusa frondosa, a Amazônia de cantos, contos místicos, mitos assustadores, lendas das águas, das matas e mistérios que vivem no imaginário do nosso povo.
Falar da Amazônia é como fazer uma viagem ao passado e trazer a inteligência indígena e mostrar a luta latente dos invasores em retirar o que de melhor Deus nos concedeu, a riqueza da sua mitologia. Esta mitologia que brota do fundo de suas águas e matas, foi o maior motivo para homens – até então desconhecidos – resolverem “dar as caras”.
É a luz que dá origem aos mitos e as lendas que renascem a cada dia, que é aumentada, mas nunca inventada, talvez até fantasiada, o que para muitos não passam de meros mortais, para nós, imortais ou até mesmo seres mágicos.

“… nossos contos e lendas
Histórias da terra
Que eu conto aqui*…”

Me chamo Antônio, homem simples, amazonense, pescador e apaixonado pelo meu lugar. Me orgulho deste folclore, da nossa cultura e tradição. Pode sentar, fique à vontade, terei o imenso prazer de contar ao mundo, esta riqueza mística amazonense. Posso começar falando na lenda de Akakor… Akakor era um reino subterrâneo perdido na Amazônia (semelhante ao Eldorado) onde tudo era de ouro sendo muito explorado pelos homens afortunados no século XVI. Nossas águas, sim, estas águas amazonenses são as mais misteriosas de todo o mundo. De tudo tem! Tem boto que emerge dos rios à noite para seduzir as mulheres, muito bem trajado com seu terno e chapéu branco. Nelas se banham as maravilhosas Ikamiabas que faziam seus rituais de purificação nos rios, em celebração as vitórias nas batalhas, onde lá recebiam seus muiraquitãs. Tem a cobra grande… Essa assusta a todos os pescadores e os mantém atentos a qualquer movimento diferente das águas. Nestas místicas águas vive a bela Naiá que, enfeitiçada pelo seu sonho de ser levada pela lua, adormeceu ao lado de um lago vendo a imagem da sua Deusa refletir nas águas, cega pelo sonho lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, em sua bondade e compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela índia resolvendo transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa “Estrela das Águas”, única e perfeita, como a vitória-régia.
Nossas matas, são as mais belas, de fato. Engana-se, porém, quem acredita que, nela, tudo é bonança! A floresta amazônica, templo das mais diversas árvores, flores, plantas, animais e diversos frutos, dos frutos, um deles é o Guaraná, no qual reza a lenda que índios fizeram o plantio dos olhos de um menino morto, seguindo o pedido da mãe que dizia ter recebido um aviso do Deus Tupã. Feito isso, neste lugar então cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com um arilo em seu redor, imitando os olhos humanos. Há também monstros de aparência inimaginável que se escondem para fazer o mal, como o Mapinguari, que anda pelas matas levando a destruição, derrubando árvores, quebrando galhos, gritando e tirando vidas. Portanto, cuidado ao entrar na mata!
Nem tudo é mal nesta floresta! Não há nada mais encantador que ouvir o canto de um belo pássaro, o silêncio amazonense é rompido pelo canto do Uirapurú, que, infeliz em não poder se aproximar de sua amada – a mulher do Pajé –, pediu a Tupã que lhe transformasse em pássaro, tendo seu desejo atendido, passou a viver pelas matas cantando na expectativa de ser reconhecido pelo amor de sua vida. Esta rica mata precisa de uma proteção, um protetor para manter o equilíbrio e a ordem, eis que surge o bicho folharal, um dos guardiões da nossa floresta que a protege se confundindo com a mesma, sendo o terror e o pesadelo daqueles que a destroem.
Muito, mas muito antes do nascimento deste Antônio que vos fala, a noite era tão sombria, mas tão sombria que não existiam estrelas, muito menos uma lua! A noite a todos amedrontava, e por isso as tribos se escondiam dentro de suas moradias. Somente uma índia da tribo não tinha medo da noite e por ser a única branca, era invejada pelas outras índias, uma delas pediu para que uma cascavel a picasse, fazendo com que se tornasse escura e velha, não acontecendo, a cobra teve que amaldiçoá-la, cansada de ser sozinha e com a ajuda da coruja subiu aos céus, dormiu nas nuvens, e transformou-se na lua. Deusa lua que embala nossos sonos, mas um ente perverso insiste em visitar os sonhos dos seres humanos trazendo visões de grandes perigos, impedindo-os de gritarem por socorro, é ele, o terrível Jurupari. Digo mais, após aparecer redonda e vistosa no céu em noite de sexta-feira transforma o predestinado em lobisomem.
E o pior dos mistérios, meus queridos, com certeza, é o mistério apocalíptico que previa o fim da tribo Karajá! Com fim desta tribo ocorreria o fim da terra. As estrelas cairiam do céu como chuva, a terra se abriria ao meio emergindo do solo a grande fera de cinzas. Como vemos, nada aconteceu, ainda. Quem sabe pode acontecer, não é mesmo? As matas estão sendo devastadas, os rios secando, nossos bichos estão morrendo, queimadas… Então curumins, seria o fim do mundo? O apocalipse virá? Veremos o fim? Impossível saber, ao menos por enquanto.
Eu ouvi, eu vi, eu contei. Os caboclos não duvidam! Os mistérios de nossa Amazônia encantam, enfeitiçam e até mesmo amedrontam. Os segredos desta terra, foram contados por um pescador, mas de história de pescador, não tem nada!

 

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