Favela trará a luta do povo negro no Carnaval Virtual 2018. Leia o enredo!

A Favela trará a eterna luta do povo afrodescendente do Brasil através da história do primeiro homem negro a ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, chegando até a presidência da casa, Joaquim Barbosa.

Confira a sinopse do enredo abaixo:

 

Enredo 2018: “Valeu Zumbi mais um filho seu não foge a luta!”

Sinopse:

O negro superou a humilhação de ter sido considerado uma raça inferior no período do Brasil Império. Nesta triste pagina da nossa história, o negro foi privado da dignidade de ser um homem livre para pensar e assim desenvolver a capacidade intelectual. Suas vidas estavam nas mãos dos cruéis escravocratas e diante de uma condição desprezível os negros desenvolveram a brava capacidade de adaptação à deplorável vida que lhes impuseram.

Para assegurar a sobrevivência de sua descendência, os negros se submeteram aos maus tratos. Das mãos negras impérios foram construídos e riquezas multiplicadas. Fizeram com que os repugnantes escravocratas prosperassem com o intuito de quebrantar os enrijecidos corações e enfim a justiça fosse feita ao reconhecerem os direitos que a todos os homens pertencem. Os negros escravizados nunca desistiram, lutaram heroicamente para conquistar a liberdade. Até que surge Zumbi que com um grito fez ecoar um sonho de liberdade, ao seu grito, muitos outros gritos de negros corajosos e memoráveis foram incorporados junto ao seu ao longo dos tempos em nossa Pátria como os de “Chica da Silva, Esperança Garcia, Luiza Mahin, Francisco José do Nascimento, Machado de Assis, Aleijadinho, Cruz e Souza, Teodoro Sampaio, Francisco de Paula, Carolina de Jesus”, dentre tantos outros que muito fizeram por nós.

Valeu Zumbi! Este ano a Favela irá fazer ressoar na passarela Joãozinho 30 a sua voz através da história de mais um corajoso filho seu, o negro Joaquim Barbosa, pois a luta do negro por um lugar ao por do sol nesta terra abençoada ainda não terminou. Nascido em Paracatu, em Minas Gerais, no dia 7 de outubro de 1954. Filho de pedreiro e dona de casa e mais velho de oito irmãos. Estudou no Colégio Estadual Antônio Carlos, na sua cidade natal. Mas desde criança não teve vida fácil, pelo contrario teve que ajudar o pai a fazer tijolos e quando prontos os entregavam junto com as lenhas que recolhiam num caminhão da família para vendê-los no comercio.

Em 1971, a sua família foi para Brasília a fim de tentarem sair do estado de pobreza extrema na qual viviam em Paracatu. Joaquim Barbosa em Brasília começou fazendo bicos como faxineiro para ajudar seu pai e sua mãe a sustentarem seus números irmãos. Joaquim era dedicado e zeloso no trabalho como faxineiro e com o passar do tempo foi chamado para trabalhar como datilógrafo na gráfica do Senado aonde trabalhava das 18h às 4h da madrugada.

Nesse período de sua vida, conseguiu ser aprovado para cursar a faculdade de Direito, na Universidade de Brasília, e desta maneira teve que se desdobrar entre a faculdade e o trabalho. Muito mal sobrava tempo para dormir, pois quando não estava trabalhando estava certamente estudando e assim mediante a tal sacrifício para vencer na vida Joaquim Barbosa teve que inúmeras vezes dormir na oficina aonde trabalhava porque não sobrava tempo para voltar para casa.

E ainda na Universidade de Brasília foi aprovado no concurso para oficial de chancelaria do Itamaraty. Após isso a sua ascensão pessoal e no cenário nacional começou. Foi procurador jurídico do Ministério da Saúde, foi aprovado no concurso de procurador do Ministério Público Federal, morou e estudou na Universidade de Sorbonne na França, formou-se como mestre e doutor em Direito Público. Sem falar na sua aptidão para aprender línguas estrangeiras, aprendeu a falar francês, inglês e alemão. Foi professor na Universidade Columbia, em Nova Iorque, entre os anos de 1999 e 2000 e na Universidade da Califórnia entre 2002 e 2003. Em 2003, foi seu nome foi cotado para a vaga do Supremo Tribunal Federal, pelo Presidente daquela época chamado Lula, parecia ironia o que estava começando acontecer.

Como ministro do Supremo, Joaquim Barbosa foi designado, em 2007, para relatar o caso do mensalão, que Lula negava existir. Joaquim mostrou firmeza diante de uma das maiores manchas da história do Brasil, o caso de corrupção politica. Ficou 7 anos a frente desta missão, foi o relator do processo do mensalão. Coordenou toda a fase de instrução do processo. E condenou merecidamente e com justiça os envolvidos no crime de desvio de dinheiro dos cofres públicos. Joaquim Barbosa assumiu a presidência do Supremo no final de 2012 até Julho de 2014, quando se aposentou do Supremo Tribunal Federal, deixando de ser Presidente do supremo tribunal para entrar no hall de heróis nacionais ao defender bravamente a moralidade pública e além disso tornou-se arauto e símbolo da raça negra junto com Zumbi e tantos outros guerreiros que não fugiram da luta em nossa amada Pátria.

Autor: Juquinha

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