Em busca do acesso Rosa Vermelha lança seu enredo.

Após um grandioso desfile no Grupo de Acesso B, conquistando o acesso, a Rosa Vermelha vem para a avenida virtual buscar a tão sonhada vaga no Grupo Especial. Confira o que disse o Presidente da escola, Alexandre Garcia:

“Escolhemos o enredo por ser uma temática que todos da escola gostam, que pode render um bom visual. A escola está programada pra fazer um desfile maior do que o de 2019, mas ainda assim buscamos mais leveza visual em nosso desfile. Estamos sempre motivados a crescer, a buscar novos desafios e a conquistar boas posições.

O nosso enredo começa com a formação e o estudo do conceito de “povo caboclo”, passamos por sua rotina, sua lida, cultura, arte, religião e terminamos o enredo mostrando que a caboclitude ainda tem muito a nos ensinar na vivência harmônica com a natureza. Esperamos fazer um bom desfile ano que vem, e nos mantermos no Grupo. Ficamos a plena disposição dos compositores para tirarem dúvidas e esclarecimentos.”

ROSA VERMELHA 2020 – CABOCLITUDE

SINOPSE

Remando pelas águas de uma história brasileira encontramos uma terra recém-descoberta, uma mata virgem verdejante cortada ao meio pelo imponente rio – que mais parecia um mar – banhando os povos de pele terracota, nus de corpo, alma e espírito. Vimos também os povos de além-mar e o estirão pelo equador desbravando arredios vales transpondo vidas. Testemunhamos também um novo encontro no auge colonialista ocidental, as levas de escravizados vindos da costa africana fazendo brotar os frutos do emaranhado da floresta genética novo mundista, suas raízes, seus troncos e ramificações que tornaram-se mais diversos ainda no processo tão conturbado chamado miscigenação afro euro ameríndia. Novos frutos formando essa aquarela de tons de pele, nuances de ancestralidade e formas de viver e enxergar o avermelhado por do sol beijando as moradas caboclas. Vivendas de vidas simples e misturadas em suas essências, diversamente bela como uma arte pintada numa tela de rostos alegres que sobrevivem a cada dia no mundo da floresta e das águas.

O habitat hostil é um campo de batalhas diárias remanescentes do tempo e do esquecimento sociopolítico. Desde sempre o caboclo supre suas necessidades com garra, com perseverança, sua rotina é laboriosa e difícil, mas a sua força é maior. O trabalho ribeirinho é duro no roçado, na mata, na beira dos rios e igarapés. A vida cabocla é entrelaçada de suor, moldada com o barro da terra pelas mãos que carregam o dom de transformar adversidade em artes e cultivos. A lida do povo humilde o molda em caráter, em generosidade e o faz ser exemplo.

Viver sempre lutando e sobrevivendo as intempéries é possível somente com a ajuda da fé, pois somente a fé é capaz de prover a esperança pro caboclo ver um novo alvorecer. A religiosidade se concretiza cotidianamente e é parte fundamental dos dias do homem da amazônia que carrega em si a herança ancestral de se contemplar a vida em suas várias faces. A diversidade de povos misturados reflete nas várias manifestações e credos como cultos xamânicos e animistas, procissões, missas, batuques e encantarias.

A riqueza de um povo não pode ser entendida apenas como bens materiais, talvez a maior riqueza de um povo seja justamente o que não tem preço. A culturalidade é um dos traços que mais marca o caboclo nortista. São bens imateriais construídos com os tempos e suas reviravoltas. O encontro de vários povos em vários momentos criou uma das mais ricas fontes de cultura do país. São inúmeros artesanatos, danças, ritmos e festejos – que vão desde os pequenos vilarejos aos grandes festivais. A alma de artista é natural e cria verdadeiros poemas concretos aos olhos do mundo.

Quando paramos para enxergar a beleza da vida ribeirinha e, mais que isso, quando paramos pra aprender com o povo caboclo percebemos como a vida deve ser seguida nas tramas da natureza. O ribeirinho mantêm a sua essência de homem da natureza, a sua vida é moldada e remodelada a cada dia pela natureza. O homem caboclo consegue viver e conviver com a natureza tirando dela suas ervas medicinais, seu prover sem destruir. Consegue admirar a fauna livre, bela em sua essência de liberdade.

A Caboclitude se faz presente na preservação da vida plena, rica e em consonância com a natureza, preservar nosso meio, preservar a natureza é a necessidade do agora. O futuro não chegará se não soubermos aproveitar, se não soubermos ouvir o clamor do povo caboclo para a preservação de uma Amazônia viva.

Regras do Concurso

  • Os sambas devem ser enviados até dia 20/01/2020. Enviar letra e áudio no formato mp3 para os seguintes numeros: (11) 97217-8119 ou (51) 99703-2789.
  • A escola também pede aos compositores para que contenha o nome dos compositores e do intérprete no momento do envio do samba.

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