Colibris lança seu enredo para o Carnaval Virtual 2019

A Colibris divulgou o seu enredo para o Grupo Especial em 2019. Nona colocada no último carnaval, a azul e branca vai em busca de um grande carnaval com o enredo “Os Alquimistas Estão Chegando” de autoria de Marco Maciel. O presidente Murilo Sousa segue também como intérprete da escola e anunciou a contratação de Danilo Santiago para o cargo de Diretor de Carnaval e de Thiago Moreira como carnavalesco da agremiação. Sousa nos conta a expectativa para o próximo desfile:

Após um ano conturbado, conseguimos ao final apresentar um desfile digno. Para 2019, aumentamos nossa equipe para unir forças e levar a Colibris ao seu lugar de direito. Com uma nova equipe de criação e um enredo bem musical com a cara da escola, esperamos fazer história mais uma vez no Carnaval Virtual, quem sabe né (risos).

Marco Maciel nos conta também como será desenvolvido o enredo e como surgiu a ideia:

“Os Alquimistas estão chegando” será uma grande celebração à obra de Jorge Benjor e seu melhor álbum, um dos melhores da história da música brasileira: “A Tábua de Esmeralda”, lançado em 1974. O enredo vai apresentar todo o conteúdo do disco, como uma introdução na alquimia, abordada no LP. Recomendo aos simpatizantes do samba e do Carnaval Virtual que ouçam “Tábua de Esmeralda” não só como inspiração para compor cono também para contemplar uma das maiores obras-primas da nossa MPB. Sempre tive interesse em desenvolver este enredo no virtual, pelos belos desenhos e estudos que a alquimia rendeu, como os que ilustram a capa de “A Tábua…”, além dos mistérios e complexidade das letras de Benjor serem fascinantes. Quase que a Colibris realizou o tema em 2018, mas o enredo sobre o Êxodo e Moisés acabou sendo a escolha do carnavalesco que no fim não o desenvolveu. Agora teremos a chance de mergulhar na alquimia de Benjor e desvenda-la, ao som do samba que é misto de maracatu que será transformado em samba-enredo.




Confira abaixo a sinopse na íntegra!

 

Os Alquimistas Estão Chegando

SINOPSE

Salve! Discretos e silenciosos, os alquimistas estão chegando. Estão chegando os alquimistas.

Embalados por um som singular e inimitável que pode ser definido como um samba que é misto de maracatu. Ou samba esquema novo? Um ritmo cheio de brasilidade que todos têm que “dançar, dançando”.

O dedilhar do violão inicia a improvável mistura de alquimia com música. Um misticismo que se aflora a cada acorde arrojado daquelas preciosas mãos negras. Swingada melodia que tenta explicar com poesia simples toda a complexidade da misteriosa ciência considerada a mãe da química. Será que um dia metais de fato se transmutaram em ouro? Existia o tal elixir que concedia a vida eterna? Feitos proporcionados por uma certa pedra filosofal, cuja existência nunca fora comprovada.

É verdade, sem mentira, certo e muito verdadeiro que a alquimia nasceu pelas mãos do filósofo egípcio Hermes Trismegisto, o Três Vezes Grande. Ele escreveu com uma ponta de diamante em uma lâmina de esmeralda uma celeste tábua: a Tábua de Esmeralda. Que traria para os alquimistas a glória do mundo e a fuga da obscuridade e das trevas, esclarecendo nossa criação através de “admiráveis adaptações”.

A tábua foi descoberta em plenas pirâmides do Egito, junto à múmia de Hermes em seu sarcófago. O hermetismo passou a ser propagado por estudiosos que moram bem longe dos homens e que evitam qualquer relação com pessoas de temperamento sórdido.

O disco segue rodando na vitrola e a saga de um homem com uma gravata florida começa a ser entoada. Echarpe vistosa que exibe uma perfeita combinação de cores, numa perfeição tropical. Por onde aquele homem passa com tal gravata, nascem flores e amores. Alguma relação com a alquimia? Todas. Pois o cidadão engravatado em questão é um alquimista chamado Paracelso. Que virou um príncipe, graças ao adorno.

O misticismo continua com certa psicodelia. A música vai até as estrelas, viajando ao espaço sideral. O violeiro questiona se eram os deuses astronautas. Será que estes vinham de outras galáxias, ou seja, não éramos nós os primeiros seres terrestres? Os pioneiros alquimistas seriam de planetas de possibilidades impossíveis? Se esta tese for incorreta: errare humanum est…

O negro cantador sempre exaltou as mulheres em suas canções. Principalmente as de sua cor. Essa maliciosa menina mulher da pele preta. Fruto da miscigenação e da alquimia entre os povos. Pelas moças bonitas, eu vou torcer. Aliás, por todas elas. O mundo vai torcer pela paz, pela alegria e pelo amor. Precisamos de otimismo nesses tempos atuais de ódio, pois eu sei que a vida é bela e linda.

As flores brotam no jardim do alquimista, em especial a magnólia. Dizem que esta seria a primeira a desabrochar na Terra. E o poeta se vestiu de branco para esperar sua musa com o mesmo nome da flor. Magnólia viria na primavera voando numa veloz nave maternal dourada feita de um metal miraculoso, com janelas de cristal e forro de veludo rosa. Diante deste delírio, hora de trocar o lado do disco. E saudar a mulher graciosa que alcança a honra. Conquistada pela teimosia de um lírio em forma de homem apaixonado.

A negritude e a fé são fortalecidas musicalmente. O guerreiro negro de Palmares, sinônimo de resistência, é decantado com emoção. Eu quero ver quando Zumbi chegar, o que vai acontecer!

Seus irmãos oriundos de Angola, Congo, Benguela, Monjolo, Cabinda, Mina, Quiloa, Rebolo e tantos outros territórios africanos perderiam a liberdade em terras brasileiras. Princesas e seus súditos eram colocados em leilão. Ao centro, senhores sentados observavam a colheita do algodão branco… sendo colhido por mãos negras.

Mas Zumbi é senhor das guerras, é senhor das demandas. Quando Zumbi chega, é Zumbi é quem manda!

Jesus Cristo também seria louvado. Num ritmo empolgante cantado em igrejas protestantes americanas, muito antes da música gospel se tornar um importante nicho no país. O catolicismo brasileiro, maior nação praticante da religião no mundo, saúda nosso irmão. Jesus Christ is my Lord! Jesus Christ is my friend! Sweet Jesus!

O disco se aproxima do fim. De repente, a melodia mais animada chama por um certo namorado da viúva. A alquimia é retomada, pois o comprometido em questão é ninguém menos do que Nicolas Flamel. O homem que teria conseguido fabricar a pedra filosofal. Ele assume um relacionamento sério com uma dama de dote físico e financeiro invejável, mas que já tinha enterrado três maridos. Será que Flamel deu conta do recado?

A última faixa do álbum propõe uma reflexão sobre o tempo. Uma canção melancólica que lamenta por um amor que não espera cinco minutos e vai embora pra sempre. Alguém que não sabe quanto valem cinco minutos na vida. 300 segundos que podem modificar o mundo, desviar cursos, alterar destinos…

Jorge Ben, hoje Benjor, é o nosso alquimista da música. Nós estamos felizes porque também somos da sua companhia. Foi Zé Pretinho quem transformou a MPB em ouro. Ao nosso querido Babulina, a Guerreira Colibris deseja a vida eterna. A azul-e-branco da LIESV vem vestida com as roupas, as armas e o violão de Jorge. Ele é da Capadócia, é do Brasil, é do mundo, é pra eternidade!

Salve Simpatia!

Salve Jorge!

Autor: Marco Maciel

 

REGRAS DO CONCURSO DE SAMBA

– Os sambas poderão ser feitos solo ou em parceria de compositores;
– Cada compositor ou parceria poderá colocar em disputa quantos sambas quiser;
– É necessário envio do áudio com no mínimo duas passadas do samba, possuindo ou não instrumentos;
– O envio do samba em arquivo mp3, juntamente com a letra em word/bloco de notas deverá ser encaminhado para o e-mail: murilo_sousa@msn.com;
– Data limite para entrega dos sambas: 21 de Março de 2019, até as 23:59 hrs;
– Qualquer dúvida, entrar em contato por email ou no Facebook da escola.

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