Colibris apresenta a Revolução Pernambucana no seu 15º desfile virtual

Que o legado do Leão Coroado sirva para inspirar as pessoas a lutarem por um país melhor.

Estamos a poucas horas do início dos desfiles do Grupo Especial e a Colibris é uma das agremiações que irão desfilar nessa primeira noite da elite do Carnaval Virtual. Conversamos com o enredista Marco Maciel para saber o que a Guerreira Virtual pretende apresentar no seu 15º desfile virtual. Confira a entrevista.

 

Qual o projeto da Colibris para 2017?
Resgatar um personagem praticamente desconhecido e esquecido da história do Brasil e contar uma pioneira tentativa de independência do Brasil não tão celebrada pelos livros de história da maneira como merecia.

O que levou a escola a fazer um enredo sobre os 200 anos da Revolução Pernambucana?
Através da sugestão do presidente Murilo Sousa e da aceitação por parte do carnavalesco Mateus Schappo. Não só pelo bicentenário da revolução, mas também por ser uma saga que merece um resgate, pois sempre quando se fala no passado de guerreiros pernambucanos, nos remetemos imediatamente às batalhas de Guararapes, à expulsão dos holandeses. O desfile da Colibris contará um momento posterior e importante da história do país, numa pioneira atitude de se desprender de ideias medievais e partir para pensamentos libertários oriundos da Europa, com Pernambuco sendo independente por um breve período e reconhecendo seu povo como “patriota”. A revolução tem seu estopim através da insubordinação do revolucionário capitão José de Barros Lima, o Leão Coroado, que atravessa com sua espada o oficial que ordena sua prisão, desencadeando assim o conflito. É um dos grandes guerreiros do Brasil, não tão reconhecido como deveria.

Durante o processo de pesquisa do enredo, surgiram outras ideias? E elas serão aproveitadas no futuro?
Provavelmente não. O enredo a ser apresentado deve englobar tudo.

Qual foi a inspiração da escola para fazer o enredo?
A Colibris vem tentando manter uma identidade, após o bem sucedido desfile sobre Roque Santeiro ano passado, de temática rural, nordestina. A escola se manteve na região, ao enaltecer os guerreiros de Pernambuco, um estado sempre reconhecido por seu histórico de luta.

O samba da Colibris tem um estilo de samba mais das antigas, com ritmo mais cadenciado, com letra mais poética. O que o samba representa para o enredo e para o desfile que a escola busca apresentar?
Tanto a letra como a melodia são irretocáveis. Marcinho e Michel foram felicíssimos na composição, resumindo perfeitamente toda a revolução em poucos versos, com lirismo e poesia inspirada, e todo aquele saudosismo melódico que sempre é saudável. O samba da Colibris é um dos destaques da safra e certamente brigará pelo Clara Nunes no quesito.

Como foi o processo de desenvolvimento do desfile?
O Mateus seria mais apto pra responder, mas como o Murilo faz questão que eu responda, posso supor que Mateus teve alguns problemas que o fizeram correr contra o tempo para terminar, o que é muito comum no meio do Carnaval Virtual.

O que podemos esperar da Colibris para 2017?
Mais um desfile de leitura fácil, assim como foi o do Roque Santeiro, com fantasias muito criativas que farão da apresentação da Guerreira uma adorável aula de história.

Gostaria de dar alguma declaração final?
Que o legado do Leão Coroado sirva para inspirar as pessoas a lutarem por um país melhor, ao invés de brigarem em redes sociais por esse ou aquele político, cujo racha ideológico entre o povo serve para que este seja ainda mais sacaneado por quem desgoverna nossa nação.

 

A Colibris é a terceira escola a desfilar logo mais. Os desfiles se iniciam às 21h. Confira aqui a sinopse da agremiação.

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