Bambas Sambario retorna à LIESV com desejo de voltar ao Especial!

Ela voltou! A tradicional Bambas Sambario do presidente Marco Maciel está oficialmente de volta à folia virtual. A escola realizou uma fusão com a antiga escola Estrela do Amanhã em 2014, virando a Estrela Sambario e realizando um grande desfile no Carnaval Virtual de 2015, contudo, em 2016 a Estrela Sambario passou por sérias dificuldades e acabou enrolando a bandeira. Passado esses problemas, a fusão foi desfeita e a Bambas Sambario retorna à LIESV com a reedição de um enredo inscrito para o Carnaval Virtual de 2013 e que não desfilou! O samba daquele ano também será o mesmo em 2017. A Bambas cantará a obra composta por Neto Rodrygues, Imperial e Samuel Santos, não realizando concurso de samba-enredo.

Confira a ficha técnica da escola:

G.R.E.S.V. Bambas Sambario

Presidente: Marco Maciel
Carnavalesco: Marcio Venancio
Intérprete: Antonio Carlos
Enredista: José Mauro
Cores: Vermelho, Verde e Ouro
Símbolo: Pandeiro
Cidade-Sede: Porto Alegre – RS
Data de Fundação: 01/08/2008

Enredo 2017: “Pés Descalços – Uma Epopeia Dourada”

Sinopse

África. Berço da humanidade. De divindades. De heróis. Deus Jah e seus anjos e arcanjos abençoam sua morada.

Em meio ao deserto, surge um oásis. De suas águas emerge Lucy. O primeiro ser humano. Divina enviada por Jah para ser a mãe das mães a fertilizar o mundo.

Das mãos do filho de Noé, o da Arca, nasce a Etiópia. Abissínia. A terra dos homens de rostos queimados.

Dali brota um reino: o Império de Axum. Uma glória aos reis. À rainha candace.

Kandakê Makeda de Sabea, ou simplesmente, Rainha de Sabá. A primeira monarca da dinastia etíope. Pérola negra em forma de mulher.

Adoradora do Sol, a luz do ser supremo ilumina seu enlace com Salomão. O fruto é a chegada de Menelik. O futuro Rei Davi.

Sob carruagem flutuante, Davi conduz a Arca da Aliança, que contém a tábua dos Dez Mandamentos, até Axum. Local onde a Arca repousa até hoje.

Passam-se séculos. O Império Romano, que por gerações ameaçara a paz com ambição desmedida, planeja retornar aos tempos de glória e profanar a terra sagrada.

Jah se vê obrigado a sair do lar celestial e vir à terra, em forma humana.

Surge o messias negro. O Negus Negast supremo Haile Selassie. O Leão de Judá. O novo imperador da Etiópia.

Em grandes muralhas de pedra, seus poucos guerreiros marcham sobre os italianos, que retrocedem ao sentir o poder do Exército do Leão de Judá.

Do culto a Selassie e sua paz superior, nasce uma religião, de culto semeado na Jamaica: o Movimento Rastafári.

A luz clareia novamente os céus da África Oriental. É o prenúncio que o último membro da Santíssima Trindade está por vir.

Lá aparece um menino, filho de um pastor de ovelhas. Seu nome: Abebe Bikila.

Sua vida difícil faz com que integre a guarda celestial, cuja forma terrena é a Guarda Imperial de Selassie.

A mando de Jah, um anjo traz a mensagem de que o soldado Abebe Bikila se torne um atleta. Um corredor. Um maratonista.

Sua missão: correr na cidade que tanto horror causou aos etíopes. A temida Roma.

A capital italiana queria se redimir dos males e tenebrosos ataques sangrentos que protagonizou por milênios, sediando o grande encontro dos povos da Terra: os Jogos Olímpicos.

Um humilde cordeiro negro do rebanho do senhor, após cravar suas velozes pegadas pelas planícies abissínias, abraça a causa.

Sua demonstração de amor e lealdade à sua nação é correr descalço durante mais de 42 quilômetros, sob olhares dos guardas romanos com tochas em punho.

A 1.500 metros da linha de chegada, Abebe Bikila avista o Obelisco de Axum, roubado de sua terra, 25 anos antes, pelos italianos.

Exatamente daquele ponto, resignado e guiado pela luz do luar, acelera seus passos para a glória no arco do triunfo.

Foram necessários um milhão de soldados italianos para a invasão à Etiópia. Mas bastou apenas um soldado etíope para conquistar Roma.

“Queria que o mundo soubesse que meu país, a Etiópia, sempre tinha conseguido suas vitórias com heroísmo e determinação”. Desta forma, justifica sua jornada com os pés negros nus.

Pouco tempo depois de ser condecorado e promovido por Selassie, ainda em meio às honrarias, ocorre uma tentativa de golpe contra o imperador.

Mesmo sob ordens soberanas, o agora cabo da Guarda Imperial Abebe Bikila se recusa a executar autoridades. A tirar vidas no confronto.

Prontamente apoiado pelo povo, o Guerreiro Dourado da Paz, apesar da desobediência, é perdoado por Selassie.

Quatro anos depois, um novo triunfo para a eternidade. A Terra do Sol Nascente é o palco da elevação do mito. Da consolidação da lenda.

Dias antes, uma nova adversidade em seu caminho. Mesmo na paz dos belos jardins, seu ventre é combalido. É preciso uma intervenção cirúrgica. Superação para a nova glória.

Dessa vez calçado, um dos grandes Leões Conquistadores Abissínios da modernidade ganha as ruas de Tóquio, conquistando o bicampeonato olímpico da maratona.

Além do novo recorde mundial, seu legado se estabelece. O atletismo africano torna-se potência.

Graças àquele herói negro que vingou sua pátria-mãe e fez a opressora Roma curvar-se diante de seus pés descalços.

Um ser grandioso que, devido a um acidente automobilístico, vive seus últimos dias numa cadeira de rodas. Mas sem a felicidade lhe abandonar.

Mesmo com os movimentos limitados, o esporte continua correndo por suas veias, ao disputar torneios paraolímpicos de arco e flecha.

Um mortal, como todos o são. Imortalizado por falar por um país. Por um povo que tanto sofreu, orgulhando os de sua raça. De sua pele.

O definitivo exemplo de como o esporte pode ser um catalisador de sonhos. De fantasia. Da glória sem ter que derramar uma gota de sangue do inimigo.

Muito obrigado, Abebe Bikila!

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