Balança Mas Não Cai homenageará um amazonense ilustre. Veja a sinopse!

Vem de Manaus-AM mais uma escola inscrita para disputar o Carnaval Virtual LIESV 2018. A Balança Mas Não Cai do presidente Jadson Nobre chega na LIESV com a expectativa de realizar um grande desfile e aposta no enredo e na gravação do samba enredo que receberá bastante atenção e investimento da escola.

Confira a sinopse abaixo:

Enredo 2018: “GESTA: O COLECIONADOR DE ESPERANÇA”

Sinopse:

Carrinhos tão pequenos, réplicas perfeitas das grandes máquinas, enfeitam estantes, prateleiras. Soldadinhos, aviões, barcos e tudo que a mão pode tocar e sentir. Esses homens, “obras do azar e dos deuses malévolos”, colecionam esperança e organizam sonhos, que são a trajetória da própria humanidade em folhas de papel, em asas de borboletas, em pétalas de rosas. Insetos e plantas, nada escapa à curiosidade, ao desejo de completar o infinito.

Iniciado talvez na pré-história, quando nossos antepassados guardavam objetos para utilizá-los no futuro, depois por motivos religiosos e, posteriormente, com fins evocativos, o colecionismo evoluiu e se diversificou, se tornando uma arte. É uma ação simbólica, que exprime, antes de tudo, o sentimento de posse, de apropriação. Ligado primeiramente aos abastados, reis e imperadores, e ao desejo de preservar para o futuro, o colecionismo se tornou o guardião do patrimônio. Também a Igreja, na Idade Média, reuniu grandes coleções. Assim, possuir artefatos passou a significar manifestação de poder.

Guardar na memória objetos da infância, raridades cheias de sentimento, com valor, às vezes, inestimável para o proprietário. Álbuns de figurinhas ou moedas antigas, cada pessoa elege para si um tipo de coisa particular, que ao olhar comum é mera “quinquilharia”.

O dinheiro conta a história de muitos povos, a evolução econômica de uma nação. Cédulas, selos e álbuns de figurinhas narram feitos e fatos históricos, celebram vitórias de tempos memoráveis.

Não há idade, meninos e meninas ajudam a construir a mise-en-scène da vida, colando em cada compartimento da alma, um novo item, um precioso objeto: cartas, armas, roupas, sapatos, joias. É o grande tabuleiro de RPG, jogo de carta e dados, posteriormente adaptado para os jogos eletrônicos, mas já jogado, há tempos, por esses homens-museus, guardiões do tempo.

O colecionador se alimenta de seu hedonismo, que é a busca pelo prazer, escondido em detalhes, em gravuras, desenhos, formando imensas galerias, onde há um pouco de tudo e, com isso, diminui não apenas a sua, mas também a dor do mundo. A novidade de hoje será, mais à frente, o tão sonhado “objeto de desejo”, leiloado, disputado, e, às vezes, até a procura de toda uma existência.

Obsessão movida por uma paixão imensurável, o ofício de colecionar requer paciência, astúcia e muita sorte. Mais do que as próprias peças, ver e saber que elas estão ali é o grande prazer dos colecionadores. O colecionismo ultrapassa barreiras, junta nações e povos lado a lado, em seções, em páginas, como um grande mostruário da diversidade do mundo em tempos, locais e ocasiões distintas.

A coleção é o centro da Terra, o umbigo do mundo para o colecionador. Seu grande investimento é o único, o ímpar, aquilo que ninguém mais tem: a raridade. Ela é também o útil coletivo, evitando, de modo individual, que o mal e a miséria existam entre nós.

Esculturas, conchas, pedras, relógios que marcam o tempo, pelos séculos dos séculos, enfeitam paredes, ocupam os espaços vazios da história, recriando-a, remontando o quebra-cabeças gigante da existência das coisas. Apesar de particulares, as coleções pertencem ao mundo, são propriedade intelectual e material da humanidade, são testemunhas e engrenagens da máquina da vida, não sendo concebidas simplesmente para enfeitar paredes ou espaços. Contam-nos segredos, revelam-nos pormenores, ocultos no esquecimento e trazidos aos olhos como um raio de som, escapando por uma frecha que o tempo deixou passar.

Cada peça é quase como um ente querido, um membro da família, zelado com amor para um único fim: a admiração.

Como um papel de carta, encadernado e que ainda guarda seu perfume mágico, a coleção conserva a estética criadora da engenhosidade do homem. O museu é o grande colecionador de objetos, assim como a biblioteca é a grande colecionadora de livros. A relíquia, o objeto mais valioso da coleção tem valor não só estético, mas também histórico, uma herança da cultura romana.

E assim, ao redor do mundo, em cada canto do planeta, pessoas selecionam, guardam, organizam e trocam coisas que tem relação entre si.

No Amazonas, Roberto Gesta, chamado cidadão-sede, coleciona, há quarenta anos, objetos que dizem respeito aos Jogos Olímpicos, como medalhas, tochas, uniformes e selos, feito este reconhecido internacionalmente, conferindo-lhe o título de maior colecionador de objetos raros alusivos às Olimpíadas da Era Moderna, a quem a GV Balança Mais Não Cai tem a oportunidade, ímpar, de adicionar à sua espetacular coleção de enredos e contar, juntamente com a história do colecionismo, a história desse ilustre amazonense.

Autor: Jadson Nobre e Rosiane Campos Nobre

A Balança Mas Não Cai não realizará concurso de samba enredo, fará encomenda.

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