Axé Madiba! Fazendo Arti prestará justa homenagem em 2018, leia a sinopse.

O Esquilo da LIESV traz para 2018 um enredo com uma temática diferente do que já apresentou no Carnaval Virtual. No Centenário de Nelson Mandela (1918-2018), a Fazendo Arti presta uma homenagem ao líder sul-africano que lutou pela igualdade entre as raças e o fim do regime do apartheid ao trazer o enredo: “Axé em Olorum”.

Confira a sinopse do enredo abaixo:

Enredo 2018: “Axé em Olorum”

Sinopse:

ORAÇÃO A OLORUM

“Olorum, meu Deus, criador de tudo e de todos.
Poderoso é o vosso nome e grandiosa e vossa misericórdia.
Em nome de Oxalá, recorro a vós nesse momento, para pedir-lhe a benção durante meu caminhar rumo a vossa Vontade.
Que Vossa Divina Luz incida sobre tudo que criaste.
Com Vossas mãos retirem todo mal, todos os problemas
e todos os perigos que estejam em meu caminhar.
Que as forças negativas que me abatem e que me entristecem,
se desfaçam ao sopro de Vossas bênçãos.
Que o Vosso poder destrua todas as barreiras
que impedem meu progresso rumo a Tua verdade.
E que Vossas virtudes penetrem e meu espírito dando-me paz, saúde e prosperidade.
Abra Senhor os meus caminhos, que meus passos sejam dirigidos por Vós
para que não tropece em minha caminhada.
Assim seja! Salve Olorum!”

Que Olorum abra os meus caminhos, é tudo o que peço!
Tenho axé em Olorum – um poder que se revigora a cada dia. Senhor do Universo, criador dos orixás, foi do teu sopro que surgiu a vida para os homens, moldados que foram em barro por Oxalá.

Olorum criou o universo através de uma grande massa de água, de onde surgiu o primeiro orixá: Oxalá. Através da porção feminina de Oxalá, chamada Odudua, surgiu o mundo (ou Ayê). Oxalá criou os seres viventes: da água branca e da lama marrom, criou peixes azuis, árvores verdes e homens de todas as cores.
E estes se espalharam pela terra, ocupando a Azânia:

“O Cabo vê já Arómata chamado,
E agora Guardafú, dos moradores,
Onde começa a boca do afamado
Mar Roxo, que do fundo toma as cores;
Este como limite está lançado
Que divide Asia de Africa; e as milhores
Povoações que a parte Africa tem
Maçuá são, Arquico e Suaquém.”
Luís de Camões, Os Lusíadas (Canto X, 97)

A Azânia se localizava na Somália, a partir do Cabo Guardafú. Gaurdafú faz a fronteira da África com a Ásia pelo Mar Arábico (o mar roxo), e ia até a Tanzânia.
Era a África Austral.

Em suas terras, encontrava-se todo o povo Maçuá, que habitava do Arkiko, na Eritréia, a Suaquém, no Sudão. Também lá viviam os Ngonis, espalhados por Malawi, Moçambique, Tanzânia e Zambia.

Hoje, a Azânia resume-se à África do Sul.

Foi lá que nasceu, na província de KwaZulu-Natal, um grande líder: Shaka Zulu. Em meio à fome e a seca, nasceu renegado pela tribo, que o chamava de verme (shaka). Tornou-se o comandante dos guerreiros zulus na batalha contra o colonizador. Fazia os seus homens dançarem sobre espinhos para se tornarem mais resistentes. De sua lenda, nasceu a dança de guerra: o idlamu, lembrada pelos africanos até hoje.

E essa guerra mostra um dos grandes dramas do continente africano – a sanha do colonizador, que tenta sempre escravizar o povo negro. “Khoikhois somente podiam sobreviver/ Trabalhando para os brancos para não morrer” dizia a canção.

No entanto, o axé em Olorum, o mesmo que guiou Shaka, se fez presente na luta contra os grilhões.

Na África do Sul, a grande Azânia histórica, grandes guerreiros surgiram; gente que teve de lutar pela liberdade, e foi guiada pela mesma força que moveu Shaka: o Axé em Olorum.

“Liberdade!
Sagrada busca por justiça e igualdade
E com arte eu semeio a verdade
O despertar para um novo amanhecer
Faço brotar a força da esperança
Deixo de herança um novo jeito de viver!
Vamos louvar o canto da massa
Unindo as raças pelo respeito
Vamos à luta pelos direitos”
(Imperatriz Leopoldinense 2015)

Rompendo os grilhões, honrando o sangue derramado por todos aqueles que lutaram pela liberdade, na África do Sul dos nossos dias surgiu Nkenda. Sua luta fez difundir o ideal de igualdade e liberdade. Mandela foi o Axé em Olorum personificado. E uma música resumiu perfeitamente toda essa luta. Uma luta histórica, de tempos imemoriais, contada com fé, com o orgulho da pele dessa gente. Que meus passos sejam dirigidos por Olorum, para que eu não tropece em minha caminhada:

“Toda primazia que Deus lhe deu
Para expandir pelo mundo um fruto seu
Quando falar de Azânia não vai hesitar
África do Sul, África Austral
Somos negros de cá
Shaka um lendário jovem militar
Do povo Ngoni da história de lá
Shaka fundador da nação Zulu
Ilê sim, Ilê vou axé em Olorum
Ilê contempla o negro com muita emoção
Ilê paz, Ilê fé, Ilê meu coração
Khoikhois somente podiam sobreviver
Trabalhando para os brancos para não morrer
E desde os tempo passado s que os negros sofrem
Mas reivindicam os direitos até a morte
Ilê Mandela, Ilê Aiyê Mandela, Ilê Mandela
A felicidade lhe espera”

(Axé em Olorum)

Autores: Comissão de Carnaval

A escola não realizará disputa de samba enredo, irá encomendar o samba.

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